Diário de bordo

Grand Canyon pela Rota 66

Depois de uma experiência incrível em Sedona, é hora de deixar a cidade e seguir para o Grand Canyon, um dos pontos altos da nossa expedição. Deixamos o camping para trás e fomos em busca da super famosa Rota 66, que nos levaria direto ao conhecido parque.

Tlaquepaque – Sedona

Mas, antes disso, como cada pedacinho que passamos é sempre um lugar interessante para se visitar, encontramos o Tlaquepaque (pronuncia-se T-la-keh-pah-keh) Arts & Crafts Village de Sedona. Todo esse nome que nada mais é do que um complexo/shopping a céu aberto que originou-se de uma vila mexicana. 

As cores e a energia desse lugar é muito legal. São várias lojas, restaurantes e ateliês de artesanatos. Em alguns deles, você pode até assistir um artesão trabalhando e criando novas peças ao vivo. Esse é um passeio considerado um dos melhores para se fazer em Sedona.

O site oficial do complexo diz que o lugar está aninhado sob a sombra dos plátanos nas margens do belo Oak Creek em Sedona, Tlaquepaque é a experiência de compra mais distinta de Sedona. Formada em uma vila mexicana autêntica, Tlaquepaque, que significa o “melhor de tudo”, é um marco da cidade desde os anos 70. As paredes de estuque cobertas por videiras, os caminhos de paralelepípedos e as magníficas entradas em arco dão a sensação de que Tlaquepaque está aqui há séculos. Galerias de bom gosto e lojas exclusivas convivem em harmonia com seu ambiente natural exuberante, onde plátanos gigantes são testemunhas do cuidado com a preservação da beleza atemporal dos jardins de Tlaquepaque. Não é incomum aventurar-se por um escultor conhecido trabalhando em sua última peça em uma das galerias. Tlaquepaque está repleta de expressões artísticas únicas e espetaculares em todos os meios, desde esculturas de bronze ecléticas e ocidentais, cerâmicas funcionais e tradicionais, criações de vidro soprado de tirar o fôlego, pinturas contemporâneas e de belas artes do sudoeste, tecelagem, artes decorativas, peças de decoração arquitetônica e deslumbrantes fotografia de grande formato.

No dia que fomos, devido à pandemia, todos estavam usando mascara. Mas o lugar estava lotado devido ao feriado de 4 de julho. Ali também tem o Tour Pink Jeep, um tour famosíssimo com um roteiro que chega bem perto das rochas. Mas, infelizmente, não conseguimos fazer esse passeio.

Parte interna do Tlaquepaque no Arizona

Depois dessa parada então, começamos nosso caminho sem volta rumo ao Grand Canyon.

O caminho para o Grand Canyon National Park é cheio de parques para parar e contemplar toda a paisagem. Decidimos então, de última hora, parar em um que fica a 3 mil pés de altura de onde conseguimos ver toda a natureza. Apesar do calor e do rio seco, a vista é impagável. E é isso que adoramos dessa viagem, poder parar em lugares que não estavam previstos no nosso roteiro inicial e mudar de direção sempre que quisermos.

Williams, Arizona

Dai em diante, caímos na esperada Rota 66 pela cidadezinha de Willams, Arizona. A rota cruza esse pequeno município. O caminho para o Grand Canyon é todo verde, diferente da seca Phoenix e da alaranjada Sedona. Essa parte da Rota 66 é muito especifica do velo oeste, parece filme. Possui lojas e restaurantes temáticos.

Williams cresceu muito nas décadas de 20 e 30 devido ao bum econômico que a Rota 66 trouxe pra ela. Esse era o único caminho disponível do Arizona e Califórnia para o Grand Canyon, então a cidade aproveitou da quantidade enorme de pessoas passando por ali e alimentou o seu comércio local. 

Conforme os carros foram ficando mais rápidos, essa parte da rota acabou sendo menos utilizada, devido à necessidade da velocidade ser menor ali. Apesar disso, Williams foi preservada como uma cidade típica do velho oeste americano. E é seguindo reto por ela que é possível chegar ao Grand Canyon.

Williams parece aquelas cidades do Velho Oeste americano de filmes de bang bang

Rota 66 – Destino dos sonhos das décadas de 50 e 60

A Rota 66 é uma rodovia dos EUA que foi inaugurada em 11 de novembro de 1926. A estrada iniciava em Chicago, Illinois, e passava pelos estados de Missouri, Kansas, Oklahoma, Texas, Novo México, Arizona e terminava em Santa Monica, na Califórnia. 

Essa estrada ficou muito famosa por retratar o espirito de liberdade norte-americana e fazer os jovens das décadas de 50 e 60 se apaixonarem por ela. Além disso, quem gosta ou possui motos tem uma queda especial pela rota.

Jubi passando pela Rota 66 é pra ficar na história do Travel and Fun

Grand Canyon National Park

O Grand Canyon, no Arizona, é uma formação natural constituída de camadas de rocha vermelha, que revelam milhões de anos da história geológica em seção transversal. De vastas proporções, o cânion tem, em média, 16 km de largura e 1,6 km de profundidade ao longo de seu comprimento de 445 km. Grande parte da área é um parque nacional, com as paisagens impressionantes e as corredeiras de águas bravas do Rio Colorado.

Para entrar ali, o valor varia muito. Carros particulares pagam em torno de 35 dólares e motocicletas, em torno de 30$ e o parque fica aberto 24h por dia e 7 dias por semana.

Nossa primeira impressão é que o lugar é ENORME. Muito maior do que imaginávamos ou já havíamos visto na tv ou internet. É impossível de se enxergar até o final do parque. Ali, tem lugares específicos para assistir ao pôr do sol e ao nascer do sol.

Uma pré concepção que tivemos também era de que o lugar era todo só terra e poeira, mas não. Nas pequenas ruas e nas passagens para se locomover a pé é tudo asfaltado e limpo. As grande sacadas para ver os canyons também são espaçosas e abertas.

O Parque Nacional do Grand Canyon também tem um camping ground, ou seja, um lugar especifico dentro do parque onde é possível acampar ou estacionar um motorhome. Não conseguimos ficar por lá porque, devido ao feriado, estava lotado.

Apesar disso, o camping é bem simples. Não tem eletricidade, e nem sistema de água, e custa 18 dólares por noite. Como não tinha vaga pra gente, ficamos em um na entrada do parque e que custa 40$ a diária.

Aqui contamos 10 curiosidades sobre o Grand Canyon:
1. É o maior cânion do mundo!
2. Ele foi formado devido à erosão do Rio Colorado.
3. Ele tem dois famosos lados por onde é possível conhecê-lo.
4. É possível fazer rafting no parque.
5. É possível sobrevoar o Grand Canyon de helicóptero também.
6. South Rim é a parte mais acessível.
7. North Rim é a parte mais difícil de ser acessada.
8. Visitar o Inner Canyon é uma das coisas “TEM QUE FAZER”.
9. Os pontos de visitação são também ótimos lugares para apreciar a vista.
10. Não existe muitas opções de alimentação dentro do Parque Nacional do Grand Canyon, então se for passar muito tempo lá leve um lanchinho.

Duda na parte mais alto do Grand Canyon
Assista ao episódio do Travel and Fun: VanLife na aventura de ir para o Grand Canyon pela Rota 66

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